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Evangelho por inteiro

"E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria". Marcos 8:31

O caráter de Cristo neste pequeno versículo nos aponta para uma pessoa esclarecida e honesta. Esclarecida porque tinha plena convicção das implicações da sua missão e mesmo assim, por amor, seguiu adiante com os propósitos do Pai. E honesta porque não escondeu a verdade daqueles que quisessem segui-lo. Deixou bem claro que seguir seus passos não seria uma tarefa tão fácil.

De que maneira podemos ser pessoas esclarecidas em relação ao nosso papel como cristãos no mundo? Ora, lendo e estudando as Escrituras. Da mesma forma que não assinamos quaisquer documento sem antes estar ciente e em pleno acordo com o seu conteúdo, também não podemos sair pelo mundo afora  dizendo "amém" para qualquer coisa que nos falam sobre Cristo e sua doutrina, sem antes consultar a Bíblia.

Uma vez esclarecido pelo Espírito Santo e a sua Palavra, temos por obrigação viver por meio dela e anunciá-la de maneira clara e honesta. É verdade que muitos buscam uma vida fácil e regalada, sem cruz. Se Cristo quisesse público e holofotes, ele não deveria falar de cruz e nem sofrimento. Se seguir a Cristo fosse fácil assim, se seguir a Cristo fosse apenas flores, então o mundo já teria sido alcançado e todos já seriam cristãos salvos. Não há como escolher somente a melhor parte, é preciso aceitar os desafios da missão e perseverar na fé. Cristo pregou para multidões, mas foram poucos os que creram, se arrependeram e o seguiu de verdade.

É certo que em nossa caminhada encontraremos pessoas que, assim como Pedro, se colocarão em oposição, não a nós, mas ao Evangelho. A preocupação de Pedro para com Cristo aqui é verdadeira e relevante do ponto de vista humano. Porém para quem está vivendo do ponto de vista de Deus e deseja fazer a sua vontade, deixar de passar pela cruz é se colocar fora da proteção de Deus e debaixo do julgo do diabo.

A Bíblia não escondeu a angústia e o terror que Cristo passou antes da crucificação. Mas havia uma promessa; havia uma esperança. Esta promessa e esperança era: "depois de três dias ressuscitaria". 

Pessoas ao nosso redor nem sempre entenderão o motivo das nossas escolhas e o porque das renúncias. Às vezes somos tentados a fazer conforme o nosso querer, mas sabemos que fazer a vontade de Deus é a melhor escolha que podemos ter. 


Não há como pular a parte da cruz e ficar apenas com aquela parte legal do "ressuscitar ao terceiro dia". Como diz Agostinho: "Se você crê somente naquilo que gosta no Evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê, mas em si mesmo"


Harry Érick

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