Atitudes de Adoração


"Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!". Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram. Lucas 5:8,11


Adorar a Deus está muito acima de cantar, dançar ou tocar algum instrumento musical. Também vai muito além de gestos, tais como levantar as mãos, chorar, pular, gritar entre outros. Reduzir a Adoração a pequenos impulsos sentimentais, gestos ou cânticos é cometer um erro gravíssimo. Se assim pensamos sobre a Adoração, logo tem razão do culto não ser tão interessante, a ministração da Palavra ser tão "fraquinha" e os louvores vazios. Este ponto de vista parte de fora para dentro, mas é dentro de cada um que a Adoração acontece e se estende para fora em atitudes, gestos, cânticos e serviço. 

Sendo assim, gostaria de compartilhar pelo menos três atitudes que nos leva a uma verdadeira adoração.

A primeira delas é a atitude de prostrar-se: "Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus". Na Bíblia, encontramos várias passagens em que pessoas chegam a Cristo e se prostram. Prostrar-se é uma atitude de humilhação, de vergonha, não apenas um ato religioso. Quantos não têm dificuldade de se prostrar, de se humilhar. Hoje ninguém quer ficar por baixo. Querem sempre sair de salto alto e cabeça erguida, mesmo quando estão errados, imagina quando estão certos então! Temos dificuldades de reconhecer autoridade, erros, confessar pecados, admitir atitudes erradas, perdoar, pedir perdão. Tudo a troco de status, ou seja, de nada. A palavra que menos se ouve e mais precisamos praticar é: "Você tinha razão".

Como podemos perceber, consequentemente esta atitude de prostrar-se nos leva a outra atitude: a de confessar nossos pecados e a reconhecer a autoridade de Cristo sobre nossa vida. Pedro era um pescador profissional e Cristo um simples carpinteiro. O que Jesus entendia de pescaria? Pedro era um profissional na pesca e tinha todos os motivos para ignorar o conselho de Jesus, mas resolveu arriscar. Mesmo que seu propósito era de humilhar Jesus depois caso seu conselho desse errado, Pedro se surpreendeu ao ver quantos peixes havia pego. E depois que se humilhou aos pés de Cristo em reconhecimento à sua grandeza admitiu: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!"

Outra consequência da Adoração é que ela nos faz abandonar nossa vida para seguir a Cristo, a servir: "Eles então arrastaram seus barcos para a praia, deixaram tudo e o seguiram".

Tudo bem, já me humilhei, me prostrei, confessei meus pecados, chorei, até dei o dízimo que estava atrasado. Tudo novo. Não exatamente! Aí está o erro que cometemos dia-após-dia em nossa vida cristã. Confessamos pecados mas não queremos abandoná-los. Fazemos tudo como manda o figurino, como manda a religião, mas a vida continua a mesma se não tivermos a atitude de Pedro e seus companheiros: "deixaram tudo e o seguiram".

Seguir a Cristo é outra consequência da nossa Adoração. Pedro abandonou tudo para seguir a Cristo. Pedro deixou de ser pescador para aprender como ser cristão. Antes ele fazia o que sabia fazer da maneira como tinha aprendido, agora está aprendendo a fazer à maneira de Cristo. Pedro está aprendendo a viver como Cristo vive e a ser o que Cristo é. Assim, seguir a Cristo nos leva a uma nova mentalidade, uma metanóia e um novo viver. E para seguir a Cristo, é preciso abandonar o jeito antigo de ser e viver. É preciso abandonar a maneira antiga de pensar e fazer. É preciso abandonar o velho homem, e se revestir de um novo homem, agora segundo a Palavra de Cristo. 

Parece que estamos acostumados a cumprir só a primeira parte deste versículo. Muitos pensam que abandonar seu trabalho, seus pertences, seus bens estão cumprindo seu chamado ou adorando a Deus. Nem sempre! O que adianta doar todos os seus bens mas não reconhecer Cristo como Senhor e  não segui-lo em obediência? E desta maneira, muitos continuam a repetir os mesmos erros e a praticar os mesmos pecados. É como se Pedro decidisse parar de pescar para ser outro tipo de profissional, mas com a mesma atitude e mentalidade de pescador. Ou como fechar uma firma que está falida e abrir outra para falir novamente. Se apenas mudamos de vida e não mudamos de atitude, vã é a nossa confissão, de nada vale a nossa adoração.

Quando Cristo vêm ao nosso encontro de maneira assombrosa e ao mesmo tempo incrível, nossa Adoração soa de maneira diferente. Tal encontro nos leva refletir sobre nossa maneira de ser, pensar, agir e viver. E não vemos outra coisa a fazer a não ser nos prostrar e nos humilhar. Isso resulta na mais sincera e honesta confissão: "Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!" Não resistindo ao seu amor e chamado, deixamos tudo, mudamos de vida e seguimos seus passos.
Harry Érick

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